"Conhece-te a ti mesmo"

Certa vez, me perguntaram o que o tarô tem a ver com Jesus. Ele nos ensina: “Conhece-te a ti mesmo.” O tarô é, essencialmente, uma ferramenta de autoconhecimento.
Ainda que a frase “Conhece-te a ti mesmo” seja atribuída a Sócrates, ela atravessa o tempo como um chamado universal. E isso ecoa profundamente nos ensinamentos espirituais quando lemos: “Quando vos conhecerdes, sereis conhecidos e compreendereis que sois filhos do Pai vivo. Mas, se não vos conhecerdes, vivereis na pobreza e sereis a própria pobreza.”
Percebe a profundidade disso? Não se trata de uma pobreza material, mas de uma ausência de si. De viver desconectado da própria essência, da própria verdade, da própria luz.
A minha relação com Jesus começou à mesa, nos evangelhos no lar de domingo em família. Fui criada em um ambiente onde auxiliar o outro era premissa para um bom caráter e para a construção de um ser verdadeiramente humano. Como Ele nos ensinou: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”
Cresci em uma família com médiuns, não havia como fugir do meu destino. Em determinado momento, eu o assumi. E quem me ampara? Egrégoras superiores. Já pararam para se questionar por que inúmeros espíritos dizem “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo” ao se apresentarem? Isso não é à toa. Ele é o nosso modelo de iluminação, de sacrifício necessário e de amor incondicional.
Ainda assim, nós, em nossa fragilidade, muitas vezes sucumbimos diante das vicissitudes. Ainda nos perdemos no desespero. Mas hoje, com um olhar mais maduro sobre tudo o que vivi, quando leio os ensinamentos de Jesus, percebo o quanto tudo faz sentido, e o quanto ainda precisamos limpar o olhar para enxergar com verdade.
O Sermão da Montanha está salvo nos meus momentos de dor. E esses momentos sempre me conduzem de volta ao autoconhecimento, não como conceito, mas como prática viva.
Hoje, a ferramenta do meu trabalho é, puramente, o autoconhecimento. Para quem não se permite ir fundo, nada se revela. Mas para quem escolhe sair do superficial, camadas mais profundas da alma começam a se mostrar, e é aí que a Centelha Divina começa a despertar.
Nem todos estão dispostos a esse caminho, e está tudo bem. Mas, se você quer caminhar comigo, saiba: aqui você descasca a sua própria cebola, camada por camada. Com verdade, com profundidade, com entrega.
E por isso, com todo respeito, não espere de mim o superficial. Não espere trends, encenações ou máscaras para atrair atenção. Meu compromisso é com a essência, não com o espetáculo.
Que a sua Semana Santa seja linda, profunda e verdadeiramente transformadora.✨




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